Mostrando postagens com marcador guitarra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guitarra. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de agosto de 2009

Les Paul (1915-2009)

O Sílvio perguntou se não iríamos comentar nada sobre a morte de Les Paul, ocorrida essa semana. Para muitos fãs de rock não é um nome conhecido; para muitos músicos é o nome de um modelo de guitarra -- aliás, a guitarra que ilustra o pôr-do-sol-desafinado desse blog. Mas antes disso, Les Paul foi um músico que emplacou hits #1 nos anos 40 e que seguia na ativa tocando jazz aos 94 anos de idade.

O legado maior dele foi, mais do que a música, as inovações que ele contribuiu para a música. Graças a pessoas como ele, Adolph Rickenbacker e Leo Fender, a guitarra deixou de ser um "violão amplificado". Um inventor de mão cheia, a quem a gente deve muita coisa -- não necessariamente o design da Gibson Les Paul, que ele aprovou mas não foi o arquiteto principal -- mas outras ainda mais importantes. Em particular, ele foi o primeiro a fazer gravação multi-canal:
"Em 1948, a Capitol Records lançou uma gravação que havia começado como um experimento na garagem de Paul, intitulada "Lover (When You're Near Me)", na qual Paul tocou oito partes diferentes na guitarra, algumas gravadas em meia velocidade, portanto soando no dobro da velocidade quando tocadas normalmente para a produção da gravação master. ("Brazil", similarmente gravada, estava no lado B.)

Esta foi a primeira vez que gravação multi-canal foi realizada. Estas gravações não foram feitas com fita magnética, mas com discos de acetato. Paul gravava uma trilha em um disco e então gravava a si mesmo tocando uma segunda parte junto com o disco em um segundo disco e assim sucessivamente. Ele construiu a gravação multi-canal com trilhas sobrepostas, ao invés de paralelas como ele mesmo fez mais tarde. Até chegar em um resultado com o qual estava satisfeito, ele descartou aproximadamente 500 discos de acetato."
Ouçam e apreciem.

Não tem como não lembrar dos experimentos do Brian May décadas depois. O fato de que Les Paul conseguiu esse resultado fantástico usando um método muito mais rudimentar já em 1948 diz muito... é um nome que ficará gravado não só no headstock das nossas guitarras, mas na história.

Felizes dos que conseguiram assisti-lo ao vivo tocando no clube de jazz em NYC onde ele se apresentava todas as segundas com a sua Gibson Les Paul Recording (talvez a LP mais esquisita de todas, por muitos renegada, mas incrivelmente favorecida pelo próprio guitarrista que deu o nome à série de instrumentos).

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Vocês sabiam que eu compro CDs? Clapton de novo

Eric Clapton and Steve Winwood - Live From Madison Square Garden

Clapton está de volta com mais uma parceria, desta vez com um ex companheiro do Blind Faith, Steve Winwood. Banda essa que lançou apenas um disco e que virou clássico, mas falo deste em um outro post.

Esse disco foi lançado este ano, depois da gravação no Madison Square Garden. Por sinal o Clapton já anunciava essa parceria na sua Autobiografia. O Clapton "anunciou" um monte de parcerias no seu livro, e algumas delas, ao exemplo deste disco com o Steve, já deu para tirar um gostinho no Crossroads. E parece que a próxima que vem por aí é com o Jeff Beck.

Voltando ao disco. A dupla resolveu utilizar uma formação bem simples, do contrário das bandas gigantes que o Clapton normalmente usa. Abaixo a formação, todos músicos que fazem parte da atual banda do Clapton:
  • Eric Clapton - guitarra e vocais
  • Steve Winwood - guitarra, vocais e teclados
  • Willie Weeks - baixo
  • Chris Stainton - teclados
  • Ian Thomas - Drums
Capa:

Eu achei a capa desse disco muito legal. Ao mesmo tempo tempo moderna e setentista.

Músicas:

Destaques para as músicas Forever Man, Presence of the Lord, Tell the Truth e Dear Mr. Fantasy. E tem duas que vou ter que fazer um comentário separado:
  • Voodoo Chile: - É só eu que acho essa música extremamente chata? Nunca ouvi uma versão que realmente me agrade, nem a original do Hendrix me cai bem. E o pior que os guitarristas adoram! E como se não bastasse todo mundo faz suas versões extremamente longas (>10min) com 4325830984675 solos. E para completar, a versão desse disco segue a mesma filosofia.
  • Little Wing - Já essa é justamente o oposto. Tudo na medida. Na maioria das versões que eu conheço o destaque fica no riff inicial, depois que ele passa todo mundo fica com aquele ar de "tá, agora é só para cumprir tabela". Nesse disco a dupla fez uma coisa legal, a música não tem a famosa intro! Em compensação o resto da canção ficou matadora! Vocais, solos, melodias e arranjos, tudo na medida certa! Por sinal prefiro essa que as famosas versões do Hendrix e do SRV.
CD 1:
  1. Had To Cry Today
  2. Low Down
  3. Them Changes
  4. Forever Man
  5. Sleeping In The Ground
  6. Presence Of The Lord
  7. Glad
  8. Well All Right
  9. Double Trouble
  10. Pearly Queen
  11. Tell The Truth
  12. No Face No Name No Number
CD 2:
  1. After Midnight
  2. Split Decision
  3. Rambling On My Mind
  4. Georgia On My Mind
  5. Little Wing
  6. Voodoo Chile
  7. Can’t Find My Way Home
  8. Dear Mr. Fantasy
  9. Cocaine
Vídeos:

No site do Clapton tem uma palinha do futuro DVD: E enquanto não saem os DVDs, nos divertimos com os VOIOs: Para saber mais:

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Modificações de guitarra "inusitadas"


Caros,


Como guitarrista que sou (e tem vários da minha espécie colaborando por aqui), compartilho com vocês um link pra dar umas risadas:


O título do post original é "20 modificações ridículas de guitarra". Não concordo com o "ridículas", acho algumas bem criativas até... trocaria o "ridículas" por um "inusitadas"...

Alguém arriscaria fazer isso com seus próprios instrumentos?