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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia Mundial do Rock: celebração cultural ou jogada de marketing?

Parabéns a todos os amantes do Rock ‘n’ Roll, porque hoje, dia 13 de julho, é Dia do Rock (engraçado, uma segunda-feira ser Dia do Rock é uma espécie de contrassenso...) De qualquer forma, o dia está aí pra gente fazer o que bem entender com ele.

A ideia da estrutura deste post é do Hisham e eu divido com ele a mesma condição: nunca lembro de quando é o tal “Dia do Rock” no meu calendário comemorativo. Nunca me recordaria, não fossem as menções nos portais de notícia.

Para conhecimento geral: o Dia Mundial do Rock surgiu por conta de um festival feito em 1985, simultaneamente em Londres e na Filadélfia (EUA). O motivo do concerto duplo era gerar doações e atenção ao problema crônico de fome na Etiópia, cuja população em estado quase cadavérico é uma das imagens mais marcantes dos anos 1980 (hoje, convenientemente esquecidas em favor do imaginário oitentista colorido e louco de faceiro). O idealizador do evento, chamado de Live Aid, era Bob Geldof e entre os artistas que participaram estavam Queen, Madonna, Dire Straits, U2, B.B. King, Eric Clapton e outros tantos – junto com Phil Collins, que conseguiu tocar nas duas cidades, voando rapidamente de uma para a outra.

Mas por que este evento criou o Dia Mundial do Rock? Aparentemente, pelo simplório fato de que alguém o quis (não encontrei menção na Internet de detalhes sobre esta escolha). Afinal de contas, o gênero já existia há algumas décadas e ainda não possuía nenhuma data oficializada. Como provavelmente pensar num Dia do Rock envolvendo os primórdios do estilo viraria um inútil debate, recheado de polêmicas de “quem fez o quê antes”, decidiu-se pela data do Live Aid e pronto – pelo menos é o que me parece.

O importante de perguntar é: por que institucionalizar um dia para o Rock? O rock precisa de um dia para si, ou tudo é uma esperta sacada de marketing? Vocês, com a palavra nos comentários!