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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A morte dos anos 80


Muito se falou que a morte de Michael Jackson seria o sinal de que os anos 80 estavam, oficialmente, dizendo adeus. Que aquele clássico revival que acontece a cada dez anos, resgatando os costumes, músicas, moda e filmes de 20 anos atrás, estava terminando para a "década perdida". Errado. A época das polainas ainda teve uma sobrevida de quase dois meses - capenga, trôpega, é verdade, mas ainda vivia firme e forte através da curta e importante obra cinematográfica de John Hughes.

John Hughes poderia ser classificado aqui no Brasil como o "homem da Sessão da Tarde". Ninguém merece mais esse título - honroso, diga-se de passagem - do que ele. Se ele tivesse filmado só um roteiro em toda a carreira, e este fosse o clássico-mor "Ferris Bueller's Day Off" - ou "Curtindo a Vida Adoidado", onde "um garoto apronta muitas confusões" ao matar a aula -, ele já mereceria toda a deferência possível de quem nasceu, cresceu ou viveu nos anos 80. Mas Hughes não fez só isso.

Em cinco anos, de 1984 a 1989, o cara consegui fazer 7 filmes que se tornaram clássicos. Uns mais, outros menos. Mas todos divertidos, despretensiosos, engraçados, emocionantes, com cenas clássicas.

Foi embora com John Hughes ontem uma visão. Uma maneira de encarar a vida. Uma moda. Uma música. Alguns estereótipos. Mas, principalmente, o que John Hughes levou embora com ele foi um estilo de filmar sem medo de ser divertido, e, ao mesmo tempo, muito bem realizado.

Ps: convido os amigos a compartilhar suas lembranças mais remotas dos filmes do mestre Hughes nos comentários. Certamente alguém vai lembrar de algo engraçado.
Ps. II: OLHEM O TÍTULO PORTUGUÊS DE "FERRIS BULLER'S DAY OFF" NA WIKIPEDIA. É impagável.