Cá estou novamente em Gramado. Como o trabalho tá ainda mais casca que o do ano passado, vou mandar apenas algumas pílulas de glamour e genialidade que presencio diariamente até o próximo domingo.
Gênio do dia ontem em Gramado: um tio BEBUM sentado em um dos bares da rua coberta, gritando para TODA E QUALQUER PESSOA QUE PASSASSE NO TAPETE VERMELHO a seguinte frase:
"AE GURI(A), HEIN!!!"
Figurino: boné do UNIBANCO à lá TRUCK DRIVER
Gênio.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Kikitos de Gramado: melhores frases
Postado por
Ulisses
às
16:00
Terminou o Festival de Gramado, o filme vencedor, Corumbiara, é incrível e mereceu seus cinco prêmios, a ressaca moral de ter ido à Villa de Caras é maior do que a ressaca tradicional das Stella Artois de graça, vimos a Xuxa e vários "famosos quem?" querendo chamar a atenção. E, como toda boa aglomeração humana, o pendor para o hilário foi maior do que para o sisudo. Abaixo, algumas das melhores frases e diálogos do festival:
• Sobre o Discurso de Xuxa:
Xuxa (terminando sua fala no púlpito): Não tenho vergonha de dizer que sou loura, sou povo e vitoriosa.
(não bastou ela dizer que era "suburbana" e que era "povinho". Precisava de um final arrebatador!)
Zé Vítor Castiel (puto da cara, tentando retomar o cerimonial enquanto a imprensa tumultuava o recinto durante a saída de Xuxa): Voltemos ao Cinema!
Anônimo na plateia (apoiando com aplausos Zé Vitor): É isso aí!
Outro anônimo na plateia (ao iniciar um clipe com cenas dos filmes da Xuxa): Amor estranho amor!!!
Eu (durante o mesmo clipe): Fuscão Pretoooooooo!
• No debate sobre sobre Canção de Baal:
Um crítico da Rádio CBN: Eu entendi a história. Quer dizer que ela foi mal contada?
O mesmo crítico da Rádio CBN: Você disse que fez um filme para que as pessoas sentissem. Eu não senti nada, ao não ser sono e tédio.
• Na entrada da ExpoGramado, onde fica a administração do Festival:
Paulo Baiano (jornalista louco, cinquentão e com dread locks com aparência centenária): Eu precisava de uma tranfusão de sangue. Só que os morcegos fazem transfusão de sangue. Eles mordem uma pessoa aqui (apontando para o pescoço) e, quando morde outra pessoa, passa o sangue pra ela. Eu precisava da transfusão, mas daí um morcego me mordeu e me passou sangue. E estou vivo até hoje.
Eu (em resposta à constatação de Paulo Baiano, de que ele ainda estaria vivo): Tem certeza?
• Sobre o clima de Gramado:
Alessandra (membro do júri popular, moradora de Salvador): Oxi... Vou falá lá em Salvador: cê abre o freezer e bota a cara dentro e pronto: isso é Gramado.
• Dentro do Palácio dos Festivais:
Max, vencedor do último Big Brother (para um repórter que perguntou o que ele estava achando dos filmes): Não, cara, eu nem gosto muito de cinema.
O prefeito de Gramado (bebaço, reagindo à notícia do fim do chope Stella Artois na noite de terça-feira): Estou baixando um decreto municipal hoje, mandando que não falte mais cerveja!
• Durante o churrasco na Villa de Caras:
Eu (para os demais integrantes do júri popular): Com todo este glamour, estas celebridades por perto, com toda essa pompa, não dá em vocês uma baita vontade... de peidar?
• Na cerimônia de Premiação, sábado:
Helena Ignez (diretora do bendito Canção de Baal, num momento de total falta de modéstia ao receber um dos prêmios menores, o de melhor filme pelo júri da crítica): Não esperava subir no palco tão cedo.
(detalhe: esse foi o único prêmio do filme...)
Rogério Beretta (um dos Homens de Perto, fazendo uma intervenção cômica e recebendo um Kikito de chocolate): Eu queria dizer que eu sou povo. Eu sou suburbano. Eu sou careca mas sou vitorioso!
• Sobre o Discurso de Xuxa:
Xuxa (terminando sua fala no púlpito): Não tenho vergonha de dizer que sou loura, sou povo e vitoriosa.
(não bastou ela dizer que era "suburbana" e que era "povinho". Precisava de um final arrebatador!)
Zé Vítor Castiel (puto da cara, tentando retomar o cerimonial enquanto a imprensa tumultuava o recinto durante a saída de Xuxa): Voltemos ao Cinema!
Anônimo na plateia (apoiando com aplausos Zé Vitor): É isso aí!
Outro anônimo na plateia (ao iniciar um clipe com cenas dos filmes da Xuxa): Amor estranho amor!!!
Eu (durante o mesmo clipe): Fuscão Pretoooooooo!
• No debate sobre sobre Canção de Baal:
Um crítico da Rádio CBN: Eu entendi a história. Quer dizer que ela foi mal contada?
O mesmo crítico da Rádio CBN: Você disse que fez um filme para que as pessoas sentissem. Eu não senti nada, ao não ser sono e tédio.
• Na entrada da ExpoGramado, onde fica a administração do Festival:
Paulo Baiano (jornalista louco, cinquentão e com dread locks com aparência centenária): Eu precisava de uma tranfusão de sangue. Só que os morcegos fazem transfusão de sangue. Eles mordem uma pessoa aqui (apontando para o pescoço) e, quando morde outra pessoa, passa o sangue pra ela. Eu precisava da transfusão, mas daí um morcego me mordeu e me passou sangue. E estou vivo até hoje.
Eu (em resposta à constatação de Paulo Baiano, de que ele ainda estaria vivo): Tem certeza?
• Sobre o clima de Gramado:
Alessandra (membro do júri popular, moradora de Salvador): Oxi... Vou falá lá em Salvador: cê abre o freezer e bota a cara dentro e pronto: isso é Gramado.
• Dentro do Palácio dos Festivais:
Max, vencedor do último Big Brother (para um repórter que perguntou o que ele estava achando dos filmes): Não, cara, eu nem gosto muito de cinema.
O prefeito de Gramado (bebaço, reagindo à notícia do fim do chope Stella Artois na noite de terça-feira): Estou baixando um decreto municipal hoje, mandando que não falte mais cerveja!
• Durante o churrasco na Villa de Caras:
Eu (para os demais integrantes do júri popular): Com todo este glamour, estas celebridades por perto, com toda essa pompa, não dá em vocês uma baita vontade... de peidar?
• Na cerimônia de Premiação, sábado:
Helena Ignez (diretora do bendito Canção de Baal, num momento de total falta de modéstia ao receber um dos prêmios menores, o de melhor filme pelo júri da crítica): Não esperava subir no palco tão cedo.
(detalhe: esse foi o único prêmio do filme...)
Rogério Beretta (um dos Homens de Perto, fazendo uma intervenção cômica e recebendo um Kikito de chocolate): Eu queria dizer que eu sou povo. Eu sou suburbano. Eu sou careca mas sou vitorioso!
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Kikitos de Gramado: a Xaga de Xuxa
Postado por
Ulisses
às
15:30
Para quem não sabe, o que se prenuncia ser o evento maior deste 37o Festival de Gramado será hoje: a entrega de um prêmio especial para Xuxa, por sua "contribuição ao cinema nacional".
Hein? Como assim? Como que filmes (se é que são dignos deste nome) como Xuxa Requebra, Xuxa e os Duendes, Super Xuxa Contra o Baixo Astral podem ser considerados "contribuições" para alguma coisa, além, talvez, da disseminação do mau gosto? Pois é, amigos, a homenagem leva em conta os mais de 30 milhões de ingressos que seus filmes venderam -- um cálculo viciado, já que contabiliza cinco filmes com os Trapalhões, alguns deles com a formação original, sempre sucesso por si sós.
O interessante é que a filmografia de Xuxa que consta na programação oficial e no material de imprensa omite as produções prévias à fase familiar dos filmes de Maria da Graça Meneghel. O mais conhecido, lógico, é Amor Estranho Amor, de 1982, célebre por uma cena em que ela transa com um menor de idade (daí ela ser a "Rainha dos Baixinhos", por supuesto). Mas há algo infinitamente mais vergonhoso, uma obra anterior, chamada Fuscão Preto.
Também realizado no início da década de 80, o filme tinha um Fuca com personalidade, aos moldes do familiar Herbie, só que com intenções infinitamente mais escusas, como sua cor indica. E sim, é baseado na música "crássica" de Almir Rogério.
No filme, Xuxa transa com o carro (isso mesmo), enquanto se apaixona por ele. Neste vídeo do Youtube (o número musical do filme -- atentem para a cena a 2min30m) dá para ter uma ideia do tipo de passado Xuxa quer se desvincilhar. A tosqueira e o mau gosto são os mesmos. Só mudou o lado pudico.
Esta é só a introdução para um texto do Chico, que vai dar um relato de bastidores -- incluindo a chegada triunfal de Xuxa num helicóptero. Aguardem.
Hein? Como assim? Como que filmes (se é que são dignos deste nome) como Xuxa Requebra, Xuxa e os Duendes, Super Xuxa Contra o Baixo Astral podem ser considerados "contribuições" para alguma coisa, além, talvez, da disseminação do mau gosto? Pois é, amigos, a homenagem leva em conta os mais de 30 milhões de ingressos que seus filmes venderam -- um cálculo viciado, já que contabiliza cinco filmes com os Trapalhões, alguns deles com a formação original, sempre sucesso por si sós.
O interessante é que a filmografia de Xuxa que consta na programação oficial e no material de imprensa omite as produções prévias à fase familiar dos filmes de Maria da Graça Meneghel. O mais conhecido, lógico, é Amor Estranho Amor, de 1982, célebre por uma cena em que ela transa com um menor de idade (daí ela ser a "Rainha dos Baixinhos", por supuesto). Mas há algo infinitamente mais vergonhoso, uma obra anterior, chamada Fuscão Preto.
Também realizado no início da década de 80, o filme tinha um Fuca com personalidade, aos moldes do familiar Herbie, só que com intenções infinitamente mais escusas, como sua cor indica. E sim, é baseado na música "crássica" de Almir Rogério.
No filme, Xuxa transa com o carro (isso mesmo), enquanto se apaixona por ele. Neste vídeo do Youtube (o número musical do filme -- atentem para a cena a 2min30m) dá para ter uma ideia do tipo de passado Xuxa quer se desvincilhar. A tosqueira e o mau gosto são os mesmos. Só mudou o lado pudico.
Esta é só a introdução para um texto do Chico, que vai dar um relato de bastidores -- incluindo a chegada triunfal de Xuxa num helicóptero. Aguardem.
Kikitos de Gramado: frases de Baal
Postado por
Ulisses
às
11:46
Não posso comentar os filmes, como já disse, mas posso relatar o que acontece neles. Como é o caso do musical nacional Canção de Baal, que contém as seguintes frases:
"O melhor lugar do mundo é a privada".
"Se você entendeu a história, é porque ela foi mal contada".
"Meu nome é Baal / Meu nome é Baal / Meu canto e poesia / eu faço com meu pau".
"O melhor lugar do mundo é a privada".
"Se você entendeu a história, é porque ela foi mal contada".
"Meu nome é Baal / Meu nome é Baal / Meu canto e poesia / eu faço com meu pau".
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Kikitos de Gramado: pergunta do dia
Postado por
Chico
às
01:44
Por que o Roberto Farias, e o Reginaldo Faria?
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Kikitos de Gramado: tietagem septuagenária
Postado por
Chico
às
17:26
Cenário: pavilhão da Expo Gramado, onde acontecem as coletivas de imprensa dos filmes em competição e dos homenageados do Festival.
Personagens: três senhoras na faixa dos seus 70 e poucos anos, com máquina fotográfica na mão e crachá de visitante do Festival; Reginaldo Faria, o homenageado-mor dessa edição do Festival de Gramado.
Diálogo
Senhora 1: - Ai, que horas esse homem chega, hein?
Senhora 2: - AHHHHHH! Ali vem ele!
Senhora 1: - Onde?
Senhora 3: - Ali, ó (apontando pra escadaria)! Olha as perninhas tortas, só pode ser ele!
Senhora 1: - Ai, mas que coisa gostosa esse homem!
Senhora 2: - É um pedaço de mau caminho... ui!
Senhora 3: - Reginaldo!!!!! Posso tirar um retrato contigo?
Reginaldo: - Claro...
E assim mais três tietes foram satisfeitas.
Personagens: três senhoras na faixa dos seus 70 e poucos anos, com máquina fotográfica na mão e crachá de visitante do Festival; Reginaldo Faria, o homenageado-mor dessa edição do Festival de Gramado.
Diálogo
Senhora 1: - Ai, que horas esse homem chega, hein?
Senhora 2: - AHHHHHH! Ali vem ele!
Senhora 1: - Onde?
Senhora 3: - Ali, ó (apontando pra escadaria)! Olha as perninhas tortas, só pode ser ele!
Senhora 1: - Ai, mas que coisa gostosa esse homem!
Senhora 2: - É um pedaço de mau caminho... ui!
Senhora 3: - Reginaldo!!!!! Posso tirar um retrato contigo?
Reginaldo: - Claro...
E assim mais três tietes foram satisfeitas.
Kikitos de Gramado: que espanhol que nada...
Postado por
Ulisses
às
16:03
No debate que aconteceu hoje pela manhã, sobre o documentário argentino La Próxima Estación, foi uma constante: o representante do filme no Festival é o seu produtor (o diretor é deputado e tinha agendas políticas ou simplesmente não quis vir). Como bom argentino, não fala nada de português. No entanto, vários repórteres, críticos e outros presentes tentaram falar em espanhol com ele. Espanhol mesmo, não portunhol. Resultado: o sotaque dos falantes era tão carregado e incompreensível para ouvidos portenhos, que o produtor precisava que o tradutor vertesse do espanhol dos debatedores para o espanhol dele. No fim das contas, pediu:
- Hablen portugués, pero tranquilo...
- Hablen portugués, pero tranquilo...
Kikitos de Gramado: começou a indiada
Postado por
Chico
às
15:01
Agora virou indiada de vez. Vamos ao diário de ontem - atrasado, porque o segundo dia de Festival foi um inferno pra mim, não tem NINGUÉM ainda aqui em Gramado, e a TV fica me ligando e pedindo pautas. Enfim, vamos lá:
9h - Deu tempo de tomar o café no hotel. Vamos à guerra.
10h - Banho e pré-produção das pautas do dia.
11h15 - Chegamos na Expo Gramado para o debate da bomba, digo, do filme do Sérgio Silva, "Quase um Tango".
12h - Durante o debate, momento alto do Festival (possivelmente, de TODO o Festival, até o sábado): um sujeito idoso pede a palavra, e recebe o microfone. Daqui, sou obrigado a transcrever literalmente as palavras do infeliz:
"Olá. Sou o Jesus. JESUS, O VERDADEIRO".
(momento de tensão no debate)
Ele continua:
"Sérgio, queria dizer que gostei muito do teu filme. Aliás, queria dizer que gostei antes mesmo de ele começar a ser exibido, só por ele ser brasileiro. Porque nós não somos obrigados a engolir as porcarias desse povo medíocre e imbecil que são os americanos!"
E esse foi o mantra que ele repetiu por uns cinco minutos durante sua "pergunta", enquanto o mediador tentava interrompê-lo e passar a palavra pro diretor, e enquanto eu me segurava MUITO pra não rir da figura.
14h - Produzir as entradas ao vivo no Camarote TVCOM à noite. Mais um inferno na Terra, não tem NINGUÉM interessante - ou ao menos que interesse a produção do programa, lá em Porto Alegre. Pra piorar, o diretor do filme estrangeiro de segunda não vem ao festival, e a diretora do filme brasileiro, na hora da entrada ao vivo, já está dentro da sala de cinema para apresentar seu filme.
Solução: entrevistar o diretor do filme de ontem. Se não fosse ateu, esse era o momento de começar a rezar.
15h - Somos avisados que vai haver uma entrevista coletiva marcada de última hora com o Reginaldo Faria, um dos homenageados desse ano, às 17h30, no Serra Azul. "Vamos gravar e mandar pro pessoal do Camarote", pensei.
17h30 - Começa a coletiva, gravamos o material pro Camarote.
19h45 - Termina a função com o Reginaldo Faria, que só aceitou dar entrevista se fosse junto com os três filhos, mais marrentos que o Romário e o Renato Gaúcho JUNTOS. Deu certo. Mais tranquilo agora.
20h30 - Testando o equipamento pra entrada ao vivo do tapete vermelho, na frente do Palácio dos Festivais.
21h - Entramos ao vivo com o Roger Lerina entrevistando o Sérgio Silva. Deu certo. Rendeu bastante a conversa.
21h15 - Termina a nossa parte com o Camarote. Eu sigo até às 23 horas auxiliando com as gravações dos boletins da RBS pra Globo News, TVCOM, Jornal da Globo e, lógico, pros jornais da RBS.
23h15 - Janta. Comi um cachorro quente MUITO BOM.
0h - Vamos pra uma das festas diárias já citadas no outro post pelo Ulisses. Chegando lá, encontro ele. Ficamos comentando as bizarrices do festival até aqui, e falando de futebol.
2h30 - Chego no hotel. Meu cartão de entrada no quarto foi desmagnetizado. Fui obrigado a acordar o coitado do guri da portaria, dormindo em um colchão atrás do balcão, vestido pro trabalho.
3h - Finalmente, o sono vem.
Playlist do dia:
"Rubber Soul", "Revolver", "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", "The Beatles" - The Beatles
9h - Deu tempo de tomar o café no hotel. Vamos à guerra.
10h - Banho e pré-produção das pautas do dia.
11h15 - Chegamos na Expo Gramado para o debate da bomba, digo, do filme do Sérgio Silva, "Quase um Tango".
12h - Durante o debate, momento alto do Festival (possivelmente, de TODO o Festival, até o sábado): um sujeito idoso pede a palavra, e recebe o microfone. Daqui, sou obrigado a transcrever literalmente as palavras do infeliz:
"Olá. Sou o Jesus. JESUS, O VERDADEIRO".
(momento de tensão no debate)
Ele continua:
"Sérgio, queria dizer que gostei muito do teu filme. Aliás, queria dizer que gostei antes mesmo de ele começar a ser exibido, só por ele ser brasileiro. Porque nós não somos obrigados a engolir as porcarias desse povo medíocre e imbecil que são os americanos!"
E esse foi o mantra que ele repetiu por uns cinco minutos durante sua "pergunta", enquanto o mediador tentava interrompê-lo e passar a palavra pro diretor, e enquanto eu me segurava MUITO pra não rir da figura.
14h - Produzir as entradas ao vivo no Camarote TVCOM à noite. Mais um inferno na Terra, não tem NINGUÉM interessante - ou ao menos que interesse a produção do programa, lá em Porto Alegre. Pra piorar, o diretor do filme estrangeiro de segunda não vem ao festival, e a diretora do filme brasileiro, na hora da entrada ao vivo, já está dentro da sala de cinema para apresentar seu filme.
Solução: entrevistar o diretor do filme de ontem. Se não fosse ateu, esse era o momento de começar a rezar.
15h - Somos avisados que vai haver uma entrevista coletiva marcada de última hora com o Reginaldo Faria, um dos homenageados desse ano, às 17h30, no Serra Azul. "Vamos gravar e mandar pro pessoal do Camarote", pensei.
17h30 - Começa a coletiva, gravamos o material pro Camarote.
19h45 - Termina a função com o Reginaldo Faria, que só aceitou dar entrevista se fosse junto com os três filhos, mais marrentos que o Romário e o Renato Gaúcho JUNTOS. Deu certo. Mais tranquilo agora.
20h30 - Testando o equipamento pra entrada ao vivo do tapete vermelho, na frente do Palácio dos Festivais.
21h - Entramos ao vivo com o Roger Lerina entrevistando o Sérgio Silva. Deu certo. Rendeu bastante a conversa.
21h15 - Termina a nossa parte com o Camarote. Eu sigo até às 23 horas auxiliando com as gravações dos boletins da RBS pra Globo News, TVCOM, Jornal da Globo e, lógico, pros jornais da RBS.
23h15 - Janta. Comi um cachorro quente MUITO BOM.
0h - Vamos pra uma das festas diárias já citadas no outro post pelo Ulisses. Chegando lá, encontro ele. Ficamos comentando as bizarrices do festival até aqui, e falando de futebol.
2h30 - Chego no hotel. Meu cartão de entrada no quarto foi desmagnetizado. Fui obrigado a acordar o coitado do guri da portaria, dormindo em um colchão atrás do balcão, vestido pro trabalho.
3h - Finalmente, o sono vem.
Playlist do dia:
"Rubber Soul", "Revolver", "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", "The Beatles" - The Beatles
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Kikitos de Gramado: um diálogo
Postado por
Ulisses
às
14:55
Cenário: festinha exclusiva para celebridades, com uns jurados perdidos. Muita Stella Artois de graça no bar
Protagonistas: Rodrigo, um dos jurados, sujeito muito gente boa, e eu.
Rodrigo: Nunca fui numa festa com Stella Artois na faixa.
Eu: Nunca fui numa festa com a Ingra Liberato e a Vivianne Pasmanter, isso sim!
Protagonistas: Rodrigo, um dos jurados, sujeito muito gente boa, e eu.
Rodrigo: Nunca fui numa festa com Stella Artois na faixa.
Eu: Nunca fui numa festa com a Ingra Liberato e a Vivianne Pasmanter, isso sim!
Kikitos de Gramado: você é o famoso quem?
Postado por
Ulisses
às
14:33
Como bem disse o Chico, cá estamos em Gramado, no Festival de Cinema em sua trigésima sétima edição -- ele trabalhando para a TVCom e eu como ilustre membro do Júri Popular. Eu e mais onze criaturas, provenientes dos mais diversificados lugares, temos a atribuição de laurear um longa nacional e outro latino com a premiação de Melhor Filme pelo Júri Popular. As regras são claras: não posso comentar os filmes nem mesmo com os meus colegas, apenas no dia da premiação poderemos conversar sobre nossas impressões.
Mas nada me impede de fazer um relato de bastidores...
Pensei em fazer uma descrição dos meus colegas de júri, mas demoraria muito. Vamos à parte folclórica mesmo.
É muito engraçado ser um anônimo com relativa importância no meio de um monte de gente famosa (ou mais ou menos famosa), ainda mais se o anônimo for um iconoclasta como eu, que não leva quase ninguém muito a sério. Enquanto alguns tietam, eu tiro sarro. A cada novo entrevistado pela equipe da Rede TV, eu lembrava de Alberto Roberto desferindo uma das suas frases cabedais: "E você é o famoso quem?". Era o que mais tinha ontem à noite: "famosos quem" por todos os lados.
É engraçado ver as "famosidades" e artistas de verdade de perto. Oscar Magrini come de boca aberta, por exemplo, o que fica ainda mais engraçado com o chapéu que ele usava (que, de acordo com as opiniões femininas recolhidas na ocasião, faziam ele parecer uma mistura de Indiana Jones com Beto Carreiro -- mais para o segundo que para o primeiro) e Vivianne Pasmanter tem um semblante tão sereno e luminoso (sim, essa é bonita mesmo) que tu tem certeza que tu vai te apaixonar por ela.
Mas o divertido mesmos foi quando eu e o Chico divisamos um ator da Record que lembra muito o Dolph Lundgren (Deus sabe o nome dele), e o Chico disse:
- Alguém tinha que um dia chegar nele e dizer: e aí, Drago, muitos esteróides?
Mas nada me impede de fazer um relato de bastidores...
Pensei em fazer uma descrição dos meus colegas de júri, mas demoraria muito. Vamos à parte folclórica mesmo.
É muito engraçado ser um anônimo com relativa importância no meio de um monte de gente famosa (ou mais ou menos famosa), ainda mais se o anônimo for um iconoclasta como eu, que não leva quase ninguém muito a sério. Enquanto alguns tietam, eu tiro sarro. A cada novo entrevistado pela equipe da Rede TV, eu lembrava de Alberto Roberto desferindo uma das suas frases cabedais: "E você é o famoso quem?". Era o que mais tinha ontem à noite: "famosos quem" por todos os lados.
É engraçado ver as "famosidades" e artistas de verdade de perto. Oscar Magrini come de boca aberta, por exemplo, o que fica ainda mais engraçado com o chapéu que ele usava (que, de acordo com as opiniões femininas recolhidas na ocasião, faziam ele parecer uma mistura de Indiana Jones com Beto Carreiro -- mais para o segundo que para o primeiro) e Vivianne Pasmanter tem um semblante tão sereno e luminoso (sim, essa é bonita mesmo) que tu tem certeza que tu vai te apaixonar por ela.
Mas o divertido mesmos foi quando eu e o Chico divisamos um ator da Record que lembra muito o Dolph Lundgren (Deus sabe o nome dele), e o Chico disse:
- Alguém tinha que um dia chegar nele e dizer: e aí, Drago, muitos esteróides?
domingo, 9 de agosto de 2009
Kikitos de Gramado: a viagem
Postado por
Chico
às
14:39
Devido ao meu trabalho, estou em Gramado de hoje até o próximo domingo. Diariamente, eu e o Ulisses vamos postar pequenos textos falando um pouco sobre o Festival de Cinema de Gramado 2009.
Começando com a viagem.
10h - Primeiro percalço: nosso motora, o Maneca, está com enxaqueca e enjôos fortes. A chuva não para. Trocamos de carro, porque a quantidade de equipamento é muito grande. Ao invés de uma Parati, uma Blazer. Bela troca.
10h15 - Começa a viagem. O Maneca não para de fazer caretas de dor. O Hugo, cinegrafista, está preocupado com ele. Mas não o suficiente pra ficar acordado durante a viagem. Eu dei uns cochilos rápidos, pra recuperar um pouco o sono (ou vocês acham que eu acordo cedo no domingo normalmente?...)
12h - Chegamos ao hotel, o mesmo que ficamos no ano passado. Tenho o quarto só pra mim. Boa!
12h30 - Almoço bom, a 10 reais, bem no centro. Comi demais.
13h15 - Volta pro hotel, pra descansar um pouco. O trabalho já começa hoje. Às 16h, tem coletiva de imprensa com a Dira Paes, uma das homenageadas. Às 21h, é exibido o primeiro filme da mostra competitiva, "Quase um Tango", de Sérgio Silva - o mesmo que dirigiu uma bomba chamada "Noite de São João". Medo.
13h45 - Papo com o Roger Lerina, apresentador do Programa de Cinema, pelo telefone. Ele vai estar na coletiva, vamos tentar entrevistar a Dira lá mesmo. A entrevista com a equipe do filme da noite parece que vai ficar para amanhã.
14h - Banho.
14H50 - Saindo do hotel para ir até a Expo Gramado, onde acontecem os eventos do festival.
À noite, mais atualizações.
Playlist do dia até aqui (lógico que eu trouxe o mp3 player...):
"Grace" - Jeff Buckley
"Pop" e "Zooropa" - U2
"Abbey Road" e "Let it Be... naked" - The Beatles
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