A ideia desse post surgiu em uma conversa que eu e o Hisham tivemos ainda hoje, e acabamos escrevendo-o a quatro mãos.Pensem um pouquinho, caros colegas e leitores desse blog, em qual é a maior fonte de diversão de cada um de vocês na Internet, nos últimos 4 anos. Provavelmente, a maioria aqui vai responder o mesmo que nós: vídeos do YouTube. Pra ficar só em alguns exemplos clássicos dessa (que imaginávamos que seria, ao menos) eterna fonte de risadas:
- Ruth Lemos: talvez a primeira estrela informal da Internet no Brasil, pioneira em chamar a atenção da grande mídia para um vídeo que virou fenômeno na grande rede, e que inaugurou uma fórmula que garantiu o emprego da produção do Programa do Jô por um bom tempo - a de entrevistar esses novos "fenômenos de popularidade";
- ForMula: Este chegou a ganhar uma análise em câmera lenta - adivinhe em que programa? -, e merece atenção especial pelo genial texto do repórter;
- Jeremias, que ganhou candidatura à presidência da República;
- Chocolate Rain, o menino com a voz de trovão, homenageado por ninguém menos que Darth Vader;
- Velhinho que comeu e não pagou, que cunhou um dos melhores finais de matérias jornalísticas de todos os tempos;
E o melhor deles, hors concours em qualquer lista, o mais parodiado, funkeado e reeditado dos vídeos, o choque do Lasier.
"ESTAS, MAIS DE MESA". Continuemos, PEDERNEIRAS.
Percebemos algumas mudanças de uns tempos pra cá em um dos aspectos mais legais do YouTube desde que ele surgiu, lá no longínquo ano de 2005 (segundo a Wikipedia, mais precisamente em fevereiro de 2005): essa espécie de informalidade, o caráter de comunidade virtual que fazia com que eu, Chico, tivesse certeza que encontraria algum dia o chocante vídeo do Lasier na Festa da Uva - episódio que não tive o privilégio de assistir ao vivo, por um daqueles lances do destino que só o YouTube poderia corrigir.
O "novo" YouTube
Hoje, o site parece mais voltado para a "oficialização". Grandes conglomerados, como a Warner, já têm canais oficiais no YouTube, e provocaram uma onda de protestos dos internautas quando começaram a, entre outras atitudes, tirar o áudio de alguns vídeos por questões de direitos autorais.
O Los Angeles Times fez uma reportagem comentando os efeitos causados pela mudança dos critérios de ranking do YouTube nas buscas e materiais da capa. Antigamente o ranking principal era o de mais views, um critério simples e democrático. Agora, é uma medida obscura de "popularidade", o que significa que o site aplica os critérios que quiser pra escolher o que tem ou não exposição -- ou seja, a exposição no site não é mais função direta da manifestação da sua comunidade de usuários, como costumava ser.
Tem circulado também um vídeo com mais de 40 mil comentários denunciando a mudança de foco do site que tenta cada vez mais competir com o hulu.com, um site que firmou parcerias com canais de TV para transmitir o seu conteúdo de forma geograficamente restrita (por isso, o site não é popular fora dos EUA). Todo mundo a essa altura já deve ter esbarrado recentemente em algum link do YouTube bloqueado geograficamente (este link é do clip de Beat It no canal oficial do Michael Jackson no YouTube -- não funciona acessando do Brasil).
O YouTube parece estar aos poucos renegando o aspecto social do site e se tornando mais um mero provedor de entretenimento. Ele pode ser uma "fonte de risadas" e sim, as divertidas memes eram parte do que fazia o site um sucesso, mas mais do que isso, o YouTube fomentava comunidades, indo desde músicos trocando dicas sobre solos de guitarra até trabalhos artísticos colaborativos que eram produzidos e exibidos no próprio site.
Enquanto isso, o YouTube perde o foco como o "site da moda" para o Twitter, que tem um foco forte no aspecto social, mas que infelizmente não promove na sua comunidade real produção de conteúdo, mas apenas disseminação (na forma de links e retweets) -- talvez por isso a sua natureza de mero "networking" tenha atraído mais as celebridades da grande mídia a ele, já que enquanto no YouTube de 2006 para ganhar popularidade o único critério era aparecer com algo que gerasse interesse real (e por conseguinte, views), no Twitter de 2009 a medida de "sucesso" é mera questão de "ter seguidores".
E que comece o debate... o que vocês pensam sobre o assunto?
O Los Angeles Times fez uma reportagem comentando os efeitos causados pela mudança dos critérios de ranking do YouTube nas buscas e materiais da capa. Antigamente o ranking principal era o de mais views, um critério simples e democrático. Agora, é uma medida obscura de "popularidade", o que significa que o site aplica os critérios que quiser pra escolher o que tem ou não exposição -- ou seja, a exposição no site não é mais função direta da manifestação da sua comunidade de usuários, como costumava ser.
Tem circulado também um vídeo com mais de 40 mil comentários denunciando a mudança de foco do site que tenta cada vez mais competir com o hulu.com, um site que firmou parcerias com canais de TV para transmitir o seu conteúdo de forma geograficamente restrita (por isso, o site não é popular fora dos EUA). Todo mundo a essa altura já deve ter esbarrado recentemente em algum link do YouTube bloqueado geograficamente (este link é do clip de Beat It no canal oficial do Michael Jackson no YouTube -- não funciona acessando do Brasil).
O YouTube parece estar aos poucos renegando o aspecto social do site e se tornando mais um mero provedor de entretenimento. Ele pode ser uma "fonte de risadas" e sim, as divertidas memes eram parte do que fazia o site um sucesso, mas mais do que isso, o YouTube fomentava comunidades, indo desde músicos trocando dicas sobre solos de guitarra até trabalhos artísticos colaborativos que eram produzidos e exibidos no próprio site.
Enquanto isso, o YouTube perde o foco como o "site da moda" para o Twitter, que tem um foco forte no aspecto social, mas que infelizmente não promove na sua comunidade real produção de conteúdo, mas apenas disseminação (na forma de links e retweets) -- talvez por isso a sua natureza de mero "networking" tenha atraído mais as celebridades da grande mídia a ele, já que enquanto no YouTube de 2006 para ganhar popularidade o único critério era aparecer com algo que gerasse interesse real (e por conseguinte, views), no Twitter de 2009 a medida de "sucesso" é mera questão de "ter seguidores".E que comece o debate... o que vocês pensam sobre o assunto?
