segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Chico in Grassland: pílulas de humorrrrr - 1
Gênio do dia ontem em Gramado: um tio BEBUM sentado em um dos bares da rua coberta, gritando para TODA E QUALQUER PESSOA QUE PASSASSE NO TAPETE VERMELHO a seguinte frase:
"AE GURI(A), HEIN!!!"
Figurino: boné do UNIBANCO à lá TRUCK DRIVER
Gênio.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O debate, a semifinal e o vídeo-cassete
Com pesar percebi que não tenho como gravar o debate para assistir depois. Antigamente eu tinha uma placa de captura de TV no computador (thanks Lucas!), mas meu micro desktop estragou e agora só tenho notebook. Postei o seguinte apelo no twitter:
Alguém tem como gravar o debate e disponibilizar? (Se tiver placa de captura e precisar de espaço para upload, contacte via DM)Com mais pesar ainda eu me dei conta que este não é apenas o meu caso, mas o de todo mundo: é triste pensar que há 15 anos atrás as pessoas tinham mais recursos para gravar material da mídia e compartilhar com os amigos. Todo mundo tinha vídeo-cassete e fitas VHS; gravar o debate para assistir depois seria trivial. Hoje, essa facilidade é provida por aparelhos do tipo Tivo, televisões "time machine" e afins, que permitem atrasar o playback para um momento futuro mas não compartilhar o material com outras pessoas.
Comentando sobre isso hoje no almoço, um amigo observou que, assim como gravar TV no tempo do VHS era trivial deixou de ser com o DVD, o mesmo fenômeno ocorre com a música e o rádio: não há mais, nos eletrodomésticos caseiros, uma forma conveniente de capturar material do rádio, como havia no tempo das fitas "K7".
Por um lado dá pra pensar que essas questões são menos relevantes hoje, afinal, quem quer gravar TV ou rádio se pegamos tudo pela internet? Por outro lado, não tem como deixar de perceber isso como pequenas vitórias da indústria da mídia contra as possibilidades dos consumidores de reproduzirem e difundirem conteúdo que ela produz.
Vale lembrar que a internet não é uma "solução simples" para essa questão, uma vez que as plataformas de compartilhamento de vídeo como Youtube são altamente monitoradas hoje em dia: vejam a dificuldade de encontrar para streaming por exemplo o sketch do "More Cowbell" do SNL, ou material com copyright da FIFA ou do COI, ou as mensagens de "este vídeo não está disponível na sua região". Talvez as emissoras brasileiras não estejam tão "dentro do esquema ainda", mas se não estiverem é questão de tempo, daí o meu comentário no tweet sobre a questão do upload do material.
(Em tempo: não faço idéia de como seja o uso correto do hífen segundo o novo Acordo Ortográfico para os compostos do título deste post...)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Afinal, como foram remasterizados os Beatles Remasters?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O paradoxo da pirataria versus DRM
Curiosamente essa semana me bateu uma vontade de comprar um box de filmes (De Volta para o Futuro, depois de ter re-assistido o III na TV) -- tudo estava alinhado, tenho até um vale-presente que posso usar na compra.
Mas na hora de comprar, fui ver e a caixa é restrita à região 4.
Lembro de quando peguei uns DVDs importados emprestados, botar no drive do computador e ele reclamar "você está trocando de região, só tem mais x chances pra fazer isso" e todas essas merdas. Não lembro quantas chances eu tenho pra mudar a região antes que o meu drive trave em uma só região.
Acabei me encontrando em uma situação paradoxal. Eu até compraria os DVDs, mas não vou fazer porque a opção *mais segura* para o meu hardware é piratear.
Já me disseram pra atualizar o firmware do drive pra botar um que quebra as regiões, ou comprar um DVD player da China que não respeita os tratados de comércio. Ou seja, tenho duas opções: "piratear o software" (filme) ou "piratear o hardware" (player). Que belo mundo em que vivemos. Tudo culpa dos mecanismos chamados DRM, que dizem significar Digital Rights Management, mas que está mais para Digital Restrictions Management, já que os "Rights" que eles defendem não são os do consumidor.
Hoje estava também lendo sobre os novos modelos de televisão. Eu já sabia do famigerado HDCP (High-Bandwidth Digital Content "Protection"), que foi o grande motivo pelo qual a indústria promoveu tão fortemente o formato HDMI (tente jogar Playstation 3 em uma TV HD antiga com HDMI mas sem HDCP -- o treco existe pra te impedir de gravar cenas do jogo!). Agora, inventaram uma nova, DNLA (Digital Living Network Alliance), para controlar as comunicações entre os dispositivos da sua casa (e enfiar mais restrição de conteúdo).
Lembro daquelas propagandas dizendo "fita/DVD/software/etc. pirata prejudica o seu VCR/player/computador/etc.", mas o que começou incipientemente com o tosco MacroVision no mundo analógico do VHS, prosseguiu com as regiões dos DVDs (que até hoje é um saco) e hoje continua com cada vez mais e mais controle na mão dos produtores de mídia e menos na mão dos consumidores, a ponto de eu não querer arriscar o meu hardware com o software oficial deles.
Conversando sobre isso, estava aqui falando com um amigo que tem coleção de DVDs... perguntei a ele: "diz aí: tu compra DVDs pelas caixinhas, né?", e ele respondeu que sim. Com esse constante surgimento de novos padrões e formatos digitais, cada um com mais restrições de uso que o anterior, a perspectiva de que um DVD continue funcionando ao longo dos anos sem fazer nenhuma falcatrua ilegal é, aos meus olhos, ínfima. Quer saber? Vou baixar os filmes e usar o vale-presente para comprar um livro, que é um dos poucos formatos de mídia que ainda não têm DRM (embora o pessoal dos e-books venha tentando fortemente mudar isso, com resultados verdadeiramente orwellianos).
No fim das contas, pelo menos o roupão o Chico pode ter certeza que vai continuar funcionando ao longo dos anos. :)
- Para saber mais: DefectiveByDesign.org
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Mesa-redonda bola-quadrada: Holanda 2 x 1 Brasil
E eu tinha anunciado desde antes do início da Copa que estava torcendo pra a Holanda. Tive que ouvir muitos “keéissoa”, com conotação raivosa. Mas esse post serve pra eu explicar meus motivos. O principal deles foi o jogo das quartas-de-final, anterior ao Brasil x Holanda de 1998. Foi Holanda x Argentina. Meu irmão Junior mandou o link. Que jogaço! Vocês podem conferir os principais lances aqui.
Empolgante, não? Será que se a Holanda tivesse passado pelo Brasil, teria vencido a França na Copa de 1998? Essa é outra resposta que nunca teremos. A Holanda segue uma tradição de ter uma seleção forte: de todas as copas que participou, nunca ficou de fora da segunda fase. Mas sempre morreu na praia, ou a poucas milhas dela. E como me disse o Hisham: “E por acaso quando que a Holanda não mereceu ganhar a copa?”
Faz tempo que a seleção brasileira não me empolga mais. É engraçado relembrar das últimas copas: vibrei tanto em 1994; na seguinte veio o fiasco que já comentei acima; em 2002 tivemos uma grande conquista com Felipão, e em 2006, novamente aquela apatia contra a França, dessa vez por outros motivos; e finalmente, no ano em que estamos vivendo, predominou o calor das famosas irritações. Tenho pena do Dunga pela derrota – até pela coragem de ter enfrentado o principal veículo de comunicação brasileiro – mas ele teve culpa: rolou uma contaminação nos jogadores. Mal começou a partida, e o sangue já estava quente. E os ânimos, exaltados.
Não se ganha uma copa apenas com grito. O grito e a reclamação são recursos complementares, e não decisivos. Faltou esfriar a cabeça na adversidade. Faltou baixar o volume da voz e falar mais pelos pés. Sem trocar os pés pelas mãos. Ou pela boca. E assim o Brasil queimou outra chance de reconquistar a minha paixão e confiança no seu futebol.
Por isso tudo que torci pra Holanda. O que me dá direito a uma última espetada nos leitores: de virada é mais gostoso!
Vamos lá, Holanda. Dessa vez, vai.
P.S.: e as maiores lamentações que escuto dos brasileiros são porque não teremos folga no trabalho na terça-feira. Pode?
terça-feira, 29 de junho de 2010
Influências Nostalgísticas em avaliações musicais: bloqueadores apreciáticos ou “As antigas que eram melhores”, mesmo?
Gustavo: Nos últimos anos tive a sensação de que estava muito fechado às bandas e músicas que sempre escutei. Me sentia preso àqueles mesmos artistas de sempre. Então comecei uma procura por sons novos, mas tive muita dificuldade de encontrar bandas e obras mais recentes que tivessem a minha aprovação.
Daí comecei a me perguntar: o quanto os meus critérios de gostos eram baseados naquilo que eu ouço desde criança ou adolescente? Parece que até quando eu tinha uns 20 anos eu ouvi muitos sons e consegui gostar de bastante coisa – sem perder o senso crítico, mas enfim, a cabeça é mais aberta. Depois disso, ficou cada vez mais difícil incluir na “lista de gostos” coisas novas, pois parece que sempre haverá uma comparação com as músicas e estilos que se ouviam em uma determinada época da juventude, com as lembranças (boas ou ruins) associadas, etc.
Ulisses: Um dos casos mais emblemáticos foi citado pelo nosso solista desafinado Jean Schmith, que é o caso dos adoradores de Iron Maiden. Não entendam como uma crítica gratuita: um dos escritores deste post, Ulisses Costa, é fã confesso de Steve Harris e cia., a ponto de fazer o seu trabalho de conclusão na faculdade de Publicidade exatamente analisando o marketing da banda.
É interessante ver como os fãs caem de pau nos álbuns do Iron desde os últimos, bem, vinte e quatro anos: Somewhere in Time, disco de 1986, foi malhado na época pelo uso pontual de instrumentos sintetizados. Desde então, nenhum trabalho da banda em estúdio recebeu ampla aprovação – nada menos que nove discos (ou, em números, quase dois terços de toda a discografia da banda). Lógico, alguns deles adquiriram o status de clássico com o passar do tempo, impondo a sua qualidade no fim das contas. Mas parece que os maidenmaníacos vivem numa gangorra de uma idealização simplesmente inexistente: ou a banda “mudou demais”, ou faz “sempre a mesma coisa”.
Voltando à situação emblemática do Jean: alguns muitos fãs de Maiden gostam de usar esta expressão para analisar os discos mais recentes, “não é Iron”. Bem, se uma banda que conta com o seu fundador, seu vocalista mais consagrado, seus principais compositores, temáticas constantes (sonoras e visuais) e até o mesmo mascote (Edde, sempre indefectível) não é “A Banda”, qual seria então? É delicioso perguntar de volta para estes fãs: “então, o que é Iron?”. Provavelmente (se o sujeito não ficar sem resposta já neste ponto), ele vai dizer que Iron é o Piece of Mind, ou o The Number of the Beast, o que leva à segunda pergunta: “mas então, o que é Iron?”. Provavelmente, ele se quedará com a sentença: “sei lá, mas não é isso” – o que prova o quanto este argumento é passional e pouco aprofundado.
Gustavo: É, eu comecei a me dar conta disso depois de ouvir muitos comentários do teor “Ah, eu gosto dessa banda, mas só das antigas.” Parece muito difícil encontrar uma pessoa com mais de 25 anos que curta coisas novas. E é proporcional à idade: quanto mais velha, mais arraigada está a pessoa com seus antigos gostos.
Ulisses: Esta idealização que certos entusiastas fazem de suas bandas preferidas (não só dos nossos amigos ingleses) é um processo pessoal: o fã já teve todo o tempo do mundo de criar o seu “Iron Maiden pessoal”, aquele que vive no seu imaginário e que, quase certamente, não possuiu tantas relações assim com o que podemos chamar de “Iron Maiden real”. Desta forma, o fã (de Iron e de qualquer outra coisa) pode virar um pequeno ditador, que quer se suas vontades sejam satisfeitas. Numa relação paradoxal, o fã não permite que o artista que o cativou com sua arte possa criar esta mesma arte de maneira livre. Ou seja, o fanático fecha aos olhos (e ouvidos) à função primordial de um artista, que é a liberdade que ele tem de se expressar livremente. Se o Iron Maiden quer se expressar da forma que se expressa hoje, ele tem todo o direito – assim como tem o direito de ser criticado pela qualidade da sua música, mas não pela simples existência desta.
Gustavo: E é por isso que eu não sou xiita em relação a Beatles. Às vezes até me pergunto se eu gostaria tanto dessa banda, se não a conhecesse desde piá. Quando algumas pessoas dizem aberrações como por exemplo: “A questão é que eu não respeito os Beatles”, ou “Eles eram muito comportadinhos” – ou seja, argumentos que não tem nada a ver com a música - eu nem gasto minha saliva: a banda não fez parte da vida deles.
Vocês já tinham pensado nisso? Ou vão me dizer que não há discussão, que as antigas são melhores mesmo?
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Rock In Rio Lisboa 2010
Estive no segundo final de semana do evento, nos dias 27, 29 e 30 de maio. Que tiveram entre outras, grandes bandas como Snow Patrol, Muse, Megadeath e Rammstein.
Nunca tive a oportunidade de estar em alguma das três edições que ocorreram "In Rio", porém minha impressões em relação a edição de Lisboa foram as melhores. A organização do evento como um todo foi de muita qualidade, coisa realmente de primeiro mundo. Acesso ao parque do evento com muita facilidade e segurança. Além de uma campanha bastante efetiva para o uso do transporte público para o festival.
Saímos da estação Marques do Pombal, parando na Bela Vista em questão de aproximadamente dez minutos. Caminhamos pouco mais de quinhentos metros e estávamos no portão de entrada do Rock In Rio Lisboa. Sem "arrolho" de gente, com muito policiamento e segurança extremamente educados e bem humorados (sem querer fazer piadinhas de português).
Dentro do parque nos deparamos com estantes de patrocinadores, incluindo uma da Fnac, em que vendiam CDs, DVDs, Livros e acessórios eletrônicos. Sem contar com praças de alimentação muito ecléticas. De pipoca passando por Burger King, Pizza Hut e chegando a um café com direito a muffins, rosquinhas e é claro, café.
O parque, por ser como um "buraco", e com o palco montado em um dos extremos abaixo, contribuía muito para a visibilidade em qualquer ponto que não houvesse alguma barreira como estantes e árvores.
Som com alta qualidade e palco com uma estrutura extremamente robusta e esteticamente moderna.
Enfim, vamos para o que mais importa em um festival de bandas: as bandas.
Quinta-feira, dia 27 de maio.
Tiveram quatro shows no palco principal. O primeiro foi de uma banda local chamada Fonzie, que tocou um emocore sem muita pretensão. Banda portuguesa, porém que canta em inglês. O show foi bem simples e o som com uma qualidade técnica deixando muito a desejar.
A segunda banda a soabri ao palco foi Xutos e Pontapés. Com trinta anos de estrada, uma das mais famosas bandas de rock de Portugal, fez um show surpreendente. Um rock de muita qualidade e impressionante resposta do público que sabia na ponta da língua cada letra e pulou animado praticamente todas as canções. Show de "macaco velho".
Em seguida sobe ao palco a terceira banda, um show com uma qualidade sonora impecável. Snow Patrol fez uma apresentação sincera e de muita proximidade do público. Com direito a alguns erros humanos por parte do vocalista Gary Lightbody, que conseguiu converter essas gafes em um show de simpatia e bom humor cativando ainda mais o público. Além de uma caminhada pelo corredor próximo ao público.
Para finalizar o terceiro dia de Rock In Rio e o primeiro que presenciei, nada mais e nada menos que uma das bandas de maior sucesso na Europa. Muse subiu ao palco próximo da meia noite com shows de fogos de artifício e muitos efeitos de iluminação e pirotecnia. E é claro sucessos seguidos de sucessos muito bem executados. Com direito a arremessamento de guitarra em direção a bateria e alguns rifes clássicos de Led Zeppelin em finais de canções. Show com recorde de público das cinco noites: cerca de 83.000 pessoas.
Sábado, dia 29 de maio.
Este foi o dia voltado ao público infantil e infantojuvenil. Dos quatro shows da noite assisti apenas três.
A primeira artista foi Amy Macdonald. Muito famosa na Europa e com último disco entre os dez mais vendidos na Inglaterra, Amy fez um show simples mas de muito boa música, com um estilo baseado no folk norte-americano.
A segunda atração da noite foi a banda McFly. Esses "bons meninos ingleses" fizeram um show de qualidade. Animando muito o público, que cantou praticamente todas as músicas do início ao fim com a banda.
Para encerrar a noite pop juvenil subiu ao palco pouco depois das 22:00 Miley Cyrus. Famosa protagonista do serrado da Disney Hannah Montanna, Miley fez um show muito profissional e de muita qualidade. Completamente diferente da "menininha" Hannah da série norte-americana. Com trajes típicos de artistas como Beyoncé e Shakira, e dançarinos de apoio. Agradando filhos, mães, e muitos pais, que admiraram bastante o visual nada infantil da artista. Valendo lembrar que ela cantou durante todo o show com banda de apoio executando as músicas completamente ao vivo e cantando sem nenhum uso de playback.
Domingo, dia 30 de maio.
Diferentemente do sábado que foi um dia para as famílias, o domingo foi para o público "metaleiro".
O primeiro show foi por conta dos brasileiros do Soulfly. Um show de qualidade contestável, bem absorvido por quem gosta, dando margem a inconseqüentes rodas punk em frente ao palco, tomando uma dimensão surpreendente e preocupante, animadas por Max Cavalera (daga-se de passagem: que deve ser divertido comandar um bando de homens e mulheres inconseqüentes dando porrada um no outro logo abaixo dos olhos, deve ser).
A segunda banda a sobir ao palco foi Motörhead. Com direito a problemas técnicos logo na primeira música, o trio fez um show barulhento e cansativo. Mérito de um repertório de músicas praticamente iguais.
Como não agüentamos ficar até o final do show do Mtörhead fomos ao palco secundário e demos a sorte de ver um show de metal de qualidade, com duas bandas de death metal portuguesas e a participação do brasileiro Andreas Kisser do Sepultura.
Megadeath foi a terceira banda a se apresentar. Com um heavy metal de muita qualidade o quarteto fez um show muito animado, com direito a muitos solos de guitarra.
Para finalizar com chave de ouro a noite, e o festival, foi a vez dos alemães do Rammistein sobrem ao palco. Esse show foi o mais surpreendente. Quanto as música, muito boa qualidade. Mas isso ficou em segundo plano, visto que foi um show de muito visual. Com telhes desligados para não estragar o visual industrial do palco, o show teve direito a fogos de artifício, pirotecnia demasiadamente utilizada na medida da insanidade de uma banda que lida o bizarro com a maior naturalidade. Para descrever esse show precisaria criar um post especial, provavelmente dividido em alguns capítulos. Mas resumindo foi um show com direito a vocalista explodindo tecladista dentro de uma banheira; guitarristas e baixista cuspindo labaredas de fogo; contemplação de bomba de gasolina, com direito a labaredas de alguns metros em direção ao público; varias coisas explodindo no palco; e até um passeio de bote do tecladista sobre o público (sim. O tecladista em um bote sendo carregado pelo público).
E assim foi a edição 2010 do Rock In Rio Lisboa.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
ZZ Top - Que barbas de molho que nada!
Nem vi o tempo passar! Duas horas que passaram como se fossem 10 minutos!
Os velhinhos entraram quebrando tudo, mas no fim da primeira música tiveram que deixar o palco por conta de alguns problemas técnicos. E assim foi até a terceira música. Depois disso foi "sonzera" até o final!
Sempre muito simpáticos com suas dancinhas, ensaiaram até um teatrinho falando em português. Parte engraçada da conversa:
Produtora: "Como vocês chegaram no Brasil? De avião, de carro ou de trem?
Resposta de Gibbons: "Com a minha bicicleta!"
Tocaram todos os clássicos! Fizeram todas as performances como se tivessem 18 anos e usaram todos os seus instrumentos estranhos (inclusive uns de pelúcia branca!). Show pra fã nenhum botar defeito.
Uma coisa que vale comentar também é que a produção do show era muito legal! Simples mas muito bem feita. Os videos no telão com peças de carros e alguns trechos de clipes eram geniais!
Baita show! R´n´R de altíssima qualidade!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A notícia que não noticia
Lula diz ter 99% de chances de convencer Irã sobre programa nuclear, Estado de São Paulo, 14 de maio de 2010
Lendo a manchete, a primeira coisa que me perguntei foi "convencer o Irã de que?". Lendo a matéria, já é dito no primeiro parágrafo que ele irá tentar "convencer os líderes do Irã a aceitar os acordos propostos pela comuniade internacional sobre o programa nuclear do país persa". A pergunta óbvia que se segue é: "de que consistem esses acordos?". Mas aí não há resposta. Nos 10 parágrafos do texto, produzido "com informações das agências Efe e Reuters", temos basicamente o seguinte:
- Lula disse na Rússia que acha que tem 99% de chances de convencer o Irã sobre os acordos propostos sobre seu programa nuclear
- Presidente russo Medvedev repete o discurso americano e diz que Lula é a última chance do Irã
- Medvedev deseja sorte a Lula
- Medvedev chuta que tem "30%" de chances, Lula diz que tem "99%".
- Lula diz que vai tentar. Brasil rejeita sanções contra o Irã e quer ser mediador.
- Medvedev falou com Obama e disse pra deixar pro Lula.
- Medvedev disse que se não rolar, o Conselho de Segurança sabe o que vai acontecer.
- Lula está em Moscou e depois vai pro Irã
- Rússia diz que só aprova as sanções se não prejudicarem os seus próprios negócios com o Irã. China se opõe às sanções.
- Países a favor das sanções dizem que o Irã quer fazer uma bomba atômica e o Irã nega.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Por que eu resolvi boicotar a Apple
I am now officially boycotting Apple: http://bit.ly/cjwkQI - Apple's move is bad for the industry, bad for developers, bad for end users.
Vendo iBook G4 baratinho. Motivo: me livrando dos produtos Apple http://bit.ly/anq8YXAlgumas pessoas ficaram surpresas, incluindo meu primo, que perguntou por que do boicote, e pediu uma explicação "numa linguagem pra leigo". Nas poucas palavras que o Twitter permite, respondi que "a nova licença deles restringe as ferramentas que os programadores podem usar. Se a indústria for por aí, acaba a inovação." Adicionei, pra fazer uma analogia rápida, que é "como se fosse um canal de TV que só aceita vídeos editados com o Final Cut Pro e proíbe o uso de qualquer concorrente." A reação dele resume bem o que senti quando soube dessa notícia.
Ainda assim, em função de outras reações que recebi, achei que valeria a pena explicar melhor o porquê de eu achar isso uma notícia particularmente preocupante.
Na semana passada, a Apple anunciou uma mudança no "iPhone Developer Program License Agreement", a licença que os programadores devem aceitar para que possam desenvolver softwares para a plataforma. Na nova versão, foi adicionada uma nova restrição aos programadores: a Apple agora dita quais linguagens de programação são permitidas para quem quer escrever programas para a sua plataforma. Obviamente, somente aquelas suportadas pelas próprias ferramentas da Apple.
A razão disso foi o iminente lançamento do Flash CS5 da Adobe, que permitiria aos programadores desenvolver aplicações em Flash e convertê-las automaticamente pra que pudessem rodar tanto no iPhone como em outros smartphones, sites web, etc. Permitiria -- se a Apple não tivesse tornado isso agora ilegal. Como era de se esperar, essa jogada deixou furiosos os caras da Adobe que tiveram a trabalheira de fazer esse conversor e estavam prontos para lançá-lo no mercado.
O motivo do meu boicote não é essa rasteira na Adobe, que também não é nenhuma santa (lembram de quando a Adobe conseguiu botar na cadeia um estudante de doutorado que fez uma apresentação mostrando os furos de segurança do formato de eBook deles?). Muito pelo contrário, chega a ser irônico ver essas duas empresas se digladiando hoje, tendo em vista que nos obscuros anos 90 a Apple se manteve viva porque era "a melhor máquina para rodar Adobe Photoshop".
O motivo do meu boicote é que isso abre um precedente inédito na indústria: nunca os programadores foram tão restringidos em sua liberdade de escolha de ferramentas de trabalho em uma plataforma popular como essa. Pior que isso: se fosse só esse o problema, seria um incômodo, mas algo com que os programadores poderiam apenas "se virar e aprender as ferramentas permitidas". O problema maior é que esse movimento da Apple não tem por objetivo "enquadrar os programadores", mas sim impedir o desenvolvimento de programas portáveis.
Um software é "portável" (do inglês portable; deveria ser traduzido "portátil" mas no meio da computação acabou ficou assim) quando ele é feito de modo a poder ser escrito uma vez e poder ser compilado ("empacotado pra rodar") em diferentes ambientes. Exemplos de softwares portáveis são o Firefox (que roda em Windows, Mac, Linux, etc.), o OpenOffice, e os próprios iTunes e Safari, da Apple, que rodam em Mac e Windows. Alguns programas, como o Microsoft Office, têm versões pra Windows e Mac, mas foram efetivamente programados duas vezes, o que, como se pode imaginar, é uma trabalheira.
O que a Adobe tentou fazer com o Flash CS5 foi criar uma ferramenta para programação de "apps" portáveis: programe uma vez e rode seu programa num iPhone, num Motorola, num Nokia, etc. O programador ganha, pois ele tem o trabalho uma vez só e não precisa apostar as fichas em uma só plataforma, e os usuários ganham, por terem mais opção de escolha.
E aí você pensa: e a Apple perde, né? Afinal, os aplicativos da sua plataforma perdem a exclusividade. Foi pensando assim que a Apple fez o que fez. A justificativa que eles parecem ter dado foi que ao proibir camadas de abstração que permitam portabilidade eles estariam prezando pela qualidade dos aplicativos da plataforma. Isso é balela: um sem-número de apps para iPhone têm interfaces totalmente customizadas e look nada "nativo", e também não faltam exemplos de softwares que têm performance excelente mesmo possuindo abstrações para portabilidade.
Mas eles não estão no seu direito de fazer isso para tentar proteger o seu mercado? Legalmente, é claro que sim, tanto que fizeram. Mas vamos tentar dimensionar o precedente que um movimento desses abre para a indústria -- em bom português, "se a moda pega". E se a Microsoft passasse a permitir apenas o uso das suas linguagens preferidas, como C# e VB.NET, para o desenvolvimento de aplicativos para Windows? Claro, ela jamais faria isso com o Windows, plataforma que cresceu e dominou o mercado em grande parte pelo enorme pool de aplicativos disponíveis, desenvolvidos nas mais variadas linguagens. Seria inviável para a própria Apple fazer isso com o Mac OSX -- até porque a viabilidade da plataforma hoje depende de um monte de programas portados de outros lugares.
Mas o que precisa da nossa atenção é que nesses novos ambientes como os smartphones, que vêm fazendo cada vez mais parte da nossa vida e de que somos cada vez mais dependentes, empresas como a Apple estão tentando impor novas regras no jogo. Regras que beneficiam os provedores dessas plataformas, aqueles que vendem o hardware e são os "gatekeepers" das application stores, mas que limitam as escolhas dos desenvolvedores das apps e dos usuários.
Foi graças à liberdade dos programadores de escrever softwares que rodam em múltiplos ambientes que muitos programas hoje são uma realidade, sejam softwares de código aberto ou fechado, do Firefox ao Safari (este último, um programa de código fechado da Apple baseado em código aberto do projeto KDE que foi tornado possível através de uma camada de abstração). Liberdade essa que a Apple agora nega aos programadores que queiram fazer programas para rodar no iPhone.
Será que a Microsoft gostou quando a Apple portou o iTunes para o Windows, e levou embora tantos usuários do Windows Media Player? Bom, é a regra do jogo, não é? Que o usuário escolha e vença o melhor programa. "Afinal, o computador é do usuário e ele instala o que quiser." Pois é, só que agora no novo mundo não é assim. Com as "aprovações" nas App Stores, o fabricante se coloca no direito de dizer o que você pode ou não instalar. E com as restrições de linguagem, o fabricante agora diz pros programadores como eles podem ou não programar.
Você pode se perguntar: "Mas peraí -- esse lance de aprovações já não era assim, por exemplo, no mundo dos videogames? Todo jogo precisa ser licenciado para ser lançado para um console, e afinal de contas, um telefone não é um computador." O problema é que o telefone é o primeiro passo. Hoje em dia os telefones são sim computadores e cada vez mais surgem "gadgets" que tomam o lugar dos computadores pessoais para um número cada vez maior de tarefas. Acaba que o computador é disfarçado de algo que não parece um computador para que os usuários aceitem ter menos liberdade de escolha do que esperariam de um computador. E mesmo no draconiano mundo do licenciamento de videogames, a liberdade de escolha de linguagens de programação e de desenvolvimento de games portáveis pra múltiplas plataformas sempre foi mantida.
Aquilo que a Apple fez ao portar o iTunes para o Windows, ela agora não permite que os programadores façam. Sob o pretexto de manter a qualidade da plataforma, ela impõe mais e mais restrições, mesmo a própria Apple tendo mostrado com o OSX que se pode fazer uma plataforma de qualidade sem restrições desse tipo. Como disse lá no tweet inicial, isso é ruim para a indústria, ruim para os desenvolvedores, ruim para os usuários finais. Nesse iMundo da Apple, as pessoas têm cada vez menos liberdade de escolha.
Que fique claro: não sou daqueles que simplesmente "odeiam a Apple". Meu primeiro computador foi um clone nacional de Apple II, em 1986. Meu irmão xerocava na tabacaria perto de casa páginas e páginas da revista Nibble (muito cara pra comprar!) com listagens de programas em AppleSoft BASIC. Nos anos 90, quando estava desistindo de tentar conseguir trazer dos EUA um Commodore Amiga, meu sonho de consumo era um Macintosh Performa. Isso tudo antes do primeiro iMac colorido sequer existir. Quando fui pros EUA em 2005 finalmente pude ter um Apple de novo, e comprei um iBook G4, o último modelo com chip PowerPC, logo depois que a Apple anunciou a transição para o chipset Intel (que fez com que os Macs se tornassem, basicamente, PCs bonitos e caros -- que o diga meu amigo Fabio que roda Mac OSX num netbook Dell). É com tristeza que eu vejo uma empresa que já brilhou tanto na indústria promovendo inovação tecnológica agora recorrer a táticas como essa para brigar por mercado.
sábado, 10 de abril de 2010
Os 40 anos do fim dos Beatles
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Eventualmente vs. Eventually
We'll keep on trying, and eventually we'll get it right.Há alguns anos atrás eu via isso sendo feito de forma informal e com uma intonação de voz que deixava claro que se estava fazendo uma brincadeira linguística entre o português e o inglês (lá no laboratório, na graduação, fazíamos muito disso). Mas hoje eu vejo algumas pessoas fazendo isso com certa naturalidade.
Vamos seguir tentando, e mais cedo ou mais tarde iremos acertar.
O significado que aprendi quando era criança era outro, "ocasionalmente", como mostra o exemplo do UOL Educação:
Mr. Hughes smokes a cigar occasionally.Os "defensores da língua" apontam o uso "anglicizado" da palavra como sendo um erro, e de fato muito desse uso pode advir de coisas que parecem erros de tradução: mas como saber se o tradutor não é uma das pessoas que "adotou o novo significado" e o está fazendo conscientemente?
O sr. Hughes fuma um charuto eventualmente.
O caso de "eventualmente" eu acho especialmente interessante porque não há uma palavra única em português para o sentido de "eventually", apenas expressões mais longas com sentido similar, ao passo que para o sentido tradicional, "ocasionalmente" é um sinônimo perfeito, e na prática é mais rápido e coloquial dizer simplesmente "às vezes". Talvez seja por isso que as pessoas que entram em contato com "eventually" passam a sentir falta no português de uma palavra que ocupe um campo semântico equivalente: é uma palavra realmente útil.
Talvez algumas palavras sejam mais propensas a isto que outras. Os sentidos em italiano e espanhol de "eventualmente" parecem ser também diferentes do sentido tradicional em português.
Na minha opinião, talvez em função do contato mais constante das pessoas com a língua inglesa desde a popularização da internet (hoje em dia um percentual maior de pessoas fala inglês ou é impressão minha?), essa palavra está sim adquirindo o significado de "eventually". Ao menos no meu círculo de convívio, eu já vejo hoje mais gente usando "eventualmente" como "eventually" do que como "ocasionalmente". E eu lembro bem que quando eu era criança não era assim, porque eu precisei aprender o significado de "eventually" no inglês e era diferente do que eu já sabia no português.
Acho inevitável que este novo significado acabe entrando nos dicionários nos próximos anos. É interessante perceber em um espaço tão curto de tempo a língua da gente mudando ante os olhos.
Agora, o confuso é quando ambos os sentidos são possíveis na frase...
Não sou sócio do clube, mas eventualmente eu apareço por lá.Na sua primeira leitura, você interpretou que o sujeito está dizendo que uma hora dessas vai acabar aparecendo, ou que ele costuma aparecer lá de vez em quando? Deixe um comentário!
quarta-feira, 17 de março de 2010
Combo metal/hard/progressivo: DT e Guns - show 2 - final
CONTINUANDO.
Saindo do Pepsi, recebemos uma mensagem do André, que dizia exatamente o seguinte:
“Descolamos um terreno DO LADO do palco pagando 25 pila pra tiazinha dona do pico. Venham pra ca depois do DT!”
E agora, José?
Eu topei na hora. O restante da gurizada que tava junto também topou. Nossos instintos indígenas afloraram na hora. Sentimos cheiro (forte) de indiada no ar, e nos jogamos na aventura, sem medo de sermos felizes.
Em dez minutos, estávamos em direção ao estacionamento da Fiergs para ver o Guns’n’fckn’Roses. Ou pelo menos dois sextos da banda (tem o Dizzy Reed, lembram?). Liguei pra Bárbara pra avisar que chegaria tarde. BEM TARDE. E expliquei toda a situação. E ela: “putz, vou junto!”. Fomos até a minha casa busca-la, e ainda comemos alguma coisa antes de ir pro show, tamanha era a nossa certeza de que o negócio todo começaria muito atrasado (o show do DT terminou às 23h45, ainda tínhamos no mínimo uma hora pra ir até a Zona Norte). O Ulisses e os Maciel Brothers foram antes pro local.
Pequeno flashback: na saída do DT, o Roberto recebe uma ligação de um telefone com o final 5150. O Jean matou a charada: “é o Jorginho, certo!”. E era mesmo. Esse louco (irmão do Hisham, by the way) é tão fanático pelo Van Halen que o final do fone dele é... 5150 (para quem não conhece Van Halen... ah, joga no Google). O Jorginho queria carona pra voltar pra São Leo, mas ele não contava que a nossa noite “rrrrock” estava recém na metade. Aliás, porque será que o Jorginho não foi no Guns? Fiquei com essa pulga na orelha.
Devidamente alimentada, nossa trupe dirigiu-se à Freeway, contando com as estranhas indicações do André de como chegar ao local “secreto” de onde assistiríamos ao show. Mas não contavam com a minha falta de astúcia: consegui errar a entrada pra Assis Brasil. Fui salvo pelo Jean e o Roberto, que me indicaram um retorno curto pra Freeway. E eis que... engarrafamento. Só porque todo mundo passava devagar pra ver os estragos e possíveis corpos de um acidente. Nunca vou entender essa curiosidade mórbida.
Chegamos à rua indicada quando tocava “Welcome to The Jungle”, segunda música do set list (manjadíssimo, ao contrário do DT: foi exatamente igual em todos os shows brasileiros). Avistamos o Ulisses e estacionamos onde ele estava, uma biboca muito estranha, uma espécie de ferro velho ou algo parecido. O local fica nas imediações da Fiergs. Ali já percebemos que dava pra ver tudo do show dali mesmo, na rua.
Mas a coisa ia melhorar! O Ulisses nos levou até o nosso “camarote”: um caminhão (?!?!??? - 4) lotado de gente, com alguns buracos no chão e uns bancos pra enxergar melhor. Juntamo-nos aos amigos que já estavam ali e fomos curtir “Mr. Brownstone”, bem felizes e nos divertindo MUITO com a situação. Encontramos o André e ele ainda nos disse que tinha pastel, enroladinho e refri, oferecidos pela dona do local. Tratamento VIP. Se soubéssemos, não tínhamos jantado antes de ir.
Depois de Mr. Brownstone, confesso que dispersei MUITO, porque, cara... como é chato esse “Chinese Democracy”! Só ouvi UMA música do disco que funciona ao vivo, que, pelo que me lembro, é “Sorry”. As outras eram uma ducha de água gelada no público. E o Axl Rose fez a burrada de botar quase todas elas juntas, num bloco. Fora isso, a encheção de saco de 3, TRÊS solos de guitarra dos TRÊS guitarristas da banda – olha o Iron Maiden fazendo escola. De legalzinho, só o do Bumblefoot, que fez o solo em cima do tema da Pantera Cor-de-Rosa. Destaque também para a guitarra de dois braços do cara, onde a peça de cima é fretless (coisa que ele não aproveita muito, muita firula e pouca exploração das interessantes possibilidades do instrumento). E ainda tiveram DOIS solos de teclado e piano (Dizzy Reed, citando “Ziggy Stardust”, do David Bowie, bem bacana) e do próprio Axl Rose, uma já manjada introdução à November Rain, judiada pelos guitarristas da banda.
Pontos altos: Axl Rose está muito bem de voz. Fiquei surpreso com o que ouvi, apesar de perceber que em vários momentos ele era ajudado pelos colegas de banda nos famosos agudos rasgadaços típicos – detalhes de lucidez que só um show à longa distância pode te proporcionar. Além disso, a produção de palco foi primorosa. E Sweet Child O' Mine ficou na cabeça também.
Pontos negativos: as músicas de Chinese Democracy, e a enrolação beirando o amadorismo no intervalo das músicas (numa das vezes, a banda, esperando Axl Rose trocar de figurino pela enésima vez, chegou ao ponto – pra nossa sorte – de tocar um GRANDE trecho de “Another Brick In The Wall – pt. II”).
Pontos engraçados: no estacionamento logo à frente, um fã solitário fazendo “air drums”, empolgadíssimo com as músicas e fazendo a alegria da galera do “camarote truck”.
Bem, amigos, é isto. Foi o que a minha memória permitiu escrever. Devo ter esquecido muita coisa, mas os comentários estão aí pra isto, afinal, tive testemunhas com tanto ou mais cacife que eu para relatar o que vimos. Estou com a sincera sensação de que fui um dos poucos privilegiados que viveu um dia histórico em Porto Alegre ontem.
Combo metal/hard/progressivo: DT e Guns - show 1
DE VOLTA.
Em seguida, começa a tocar uma espécie de versão acústica de “Erotomania”, um dos instrumentais mais legais do DT, tocada em um violão com cordas de náilon (?!?!??? - 2). Logo depois, vieram “As I Am” e “Pull Me Under”, todas tocadas com certa displicência, o que nos fez concluir que aquilo que ouvíamos era o próprio John Petrucci aquecendo e rindo da nossa cara.
Pequeno flashback: eu, o Roberto e o Jean resolvemos ir de táxi para o show, pra não nos incomodarmos com estacionamento. Passamos a pé bem em frente ao Sheraton, e percebemos uma pequena movimentação de motos da polícia. Como a conversa estava animada, nem demos bola. Dentro do táxi, passa uma van pela gente e várias motos da polícia em volta. As mesmas que havíamos visto uns cinco minutos antes na frente do hotel. O taxista foi quem nos alertou: os caras que estavam na van eram uns cabeludos que estavam dando autógrafos pra algumas meninas na frente do Sheraton. Passamos a pé pelos caras do Dream Theater e não vimos.
Voltamos ao show. Depois do Petrucci fazendo piada no backstage, entra no playback a trilha de Psicose. Lá vem eles. Começam com um pequeno #fail: quando inicia a primeira música do show (a abertura do último disco, “Black Clouds and Silver Linings”), cai a cortina, totalmente fora do tempo, e aparece a banda. Fora isso, tranquilo, já que “A Nightmare to Remember” é uma boa composição, com vários climas e poucos momentos de virtuose vazia - o aspecto que realmente me incomoda no som deles.
Em seguida, o show seguiria com belos momentos de Jordan Rudess e Mike Portnoy, definitivamente os grandes destaques da banda. Portnoy é um monstro. Sem palavras. Vê-lo ao vivo chega a ser assustador, tamanha a naturalidade que ele imprime no estilo de tocar. E Rudess... bom, além de ser grande instrumentista, destacou-se por mais duas coisas: seu teclado giratório e seu teclado “canivete”, no estilo Dominó e Polegar. E menção honrosa para James LaBrie, que está no auge da sua capacidade vocal.
Pontos altos: seqüência que começou com “Erotomania” e seguiu com “Voices”, “As I Am”, “The Spirit Carries On” e “Pull Me Under” (não lembro se nessa ordem exatamente, mas com certeza todas no mesmo bloco). De tirar o fôlego.
Pontos baixos: John Petrucci, que continua fazendo solos vazios e chatos, e o encerramento com uma música de 20 minutos (apesar de mostrar alguns bons momentos), “The Count of Tuscany”.
Pontos engraçados: John Petrucci tocando as seis primeiras notas do riff de “Sweet Child O’Mine”, recebendo uma sonora vaia e se divertindo com isso. Uma menina fã da banda (cantava todas as músicas) tentando enxergar alguma coisa do palco, já que não tinha mais que um metro e meio.
Pontos BIZARROS: Durante “Hollow Years” (uma balada bem “Roberto Carlos”, segundo o Roberto... Coutinho e bem “Alejandro Sanz”, segundo o Daniel Coutinho), um casal ao nosso lado trocava juras de amor (?!?!??? - 3), enquanto o homem cantava os versos da música olhando nos olhos da amada. A cena não recomendada para diabéticos terminou com um beijo digno de “A Pícara Sonhadora”.
Pontos chatos: bem do nosso lado (e, até onde pudemos ver, somente ali), uma turma resolveu fazer "roda punk etílica" durante várias músicas.
Terminado o show. Ces’t fini. The night is over. Ou não.
CONTINUA.
Combo metal/hard/progressivo: DT e Guns - prólogo
Foi um dia atípico o dia de ontem.
Quando soube, há cerca de dois meses, que haveria dois shows internacionais, de bandas que eu gosto muito (não sou fã, mas gosto bastante), NO MESMO DIA, tive momentos de dúvida. Em qual deles ir? Não sei bem o que me fez decidir por um e não pelo outro. Sei que em nenhum momento me arrependi da escolha.
E então, chega o dia 16. E desde já peço desculpas por esta não ser uma resenha comum de show. Mas o dia de ontem não teve nada de comum.
À tarde, fico sabendo da previsão – que mais tarde revelou-se um pouco exagerada – que Axl Rose e sua banda que ainda chama-se Guns’n’Roses entrariam no palco somente por volta das 3 da manhã. O motivo seria o equipamento da banda, ainda trancado no Rio de Janeiro, depois da desastrosa “não-passagem” pela cidade maravilhosa. De imediato, avisei o André e o Daniel, que iam ao show. E mantive a informação na cabeça. O Dream Theater subiria ao palco do Pepsi on Stage às 21h30. Se a previsão de atraso do Guns fosse no mínimo aproximada, daria até pra ir aos dois shows. O problema seria a grana. Um grande problema.
Fomos de turma ao Dream Theater. Da turma de solistas, estavam, além de mim, o Roberto, o Daniel (que desanimou com a notícia do atraso do Guns), o Jean e o Ulisses. O André optou pela aventura de encarar o provável e gigantesco atraso do Axl Rose.
ATENÇÃO: a partir de agora, o relato contém fatos inusitados, verídicos e improváveis, mas verdadeiros. Sério mesmo.
Eu, Jean e Roberto chegamos alguns minutos antes da banda de abertura subir ao palco. Passamos pelos portões do local sem pegar nenhum tipo de fila, experiência inédita e prazerosa pra mim. Lá dentro encontramos o Ulisses e os irmãos Maciel, amigos nossos e fãs de DT. Demoramos mais de meia hora pra achar o Daniel, que estava a uns 10 metros da gente. E o local não estava mais do que “meio lotado”. Começou a indiada, pensei.
Eis que entra a banda de abertura. Ao som da Marcha Imperial, de Star Wars. Conseguiram muitos simpatizantes de cara. Nossa turma inclusa. Os quatro integrantes do Bigelf adentram o ambiente, parecendo 4 clones do vocalista do “Quase Famosos”, com a exceção do próprio vocal e tecladista da banda, que trajava uma capa roxa (“Yes” feelings) e uma cartola (teve muita piada relacionando o cara ao Slash). E o baixista era canhoto e tinha dreadlocks, o que despertou a simpatia do Roberto. Entendam como quiserem.
(Pequeno parênteses: palavras do nosso amigo Coutinho: “essa era a banda que eu queria ter: um guitarrista que usa Gibson SG, um baixista canhoto que nem eu, e que usa um Rickembacker, e um tecladista frontman, que coloca dois teclados NO MEIO DO PALCO!”)
Mas a simpatia foi embora depois da segunda música, quando tudo o que eles tocavam parecia igual, uma mistura de (ótima definição dos Coutinho Brothers) Deep Purple e Silverchair (?!?!??). Uma bosta, na verdade. Pra não dizer que tudo tava ruim, tinha um Yoda em cima do teclado. Bem simpático, apesar de clichê. Mas o som tava horrível e a banda não ajuda.
Pontos altos: ... Oi?
Queríamos mesmo era ver o Dream Theater. E então começa a movimentação de roadies no palco, testando o som, afinando instrumentos. Puxamos o coro “roadie, roadie, roadie!”. Coro este logicamente imitado logo depois. Os shows são divertidos por causa deste tipo de coisa.
CONTINUA.sexta-feira, 12 de março de 2010
Top Seven: clássicos que ficariam fantásticos em 3D

O cinema pós-Avatar será totalmente em 3D? Esta "revolução" seria tão impactante como a do som, como alguns apregoam? Saberemos no devido tempo. Enquanto quase todo o blockbuster daqui por diante será lançado/realizado no formato de 3D estereoscópico, fiquei imaginando que filmes do passado ficariam fenomenais se fosse fossem exibidos nesta nova tecnologia.
Não me preocupei, ao fazer a lista, em dificuldades técnicas e nem estou propondo que estas obras deveriam ser refilmadas, que fique claro. É só um exercício de imaginação, usando como base os filmes exatamente como eles são, sem mudar nada.
7. Tubarão (Jaws, EUA, 1977, direção de Steven Spielberg): imagine o trabalho de câmera bolado por Spielberg para este filme com a profundidade de campo que o novo 3D proporciona. As câmeras subaquáticas que se aproximam por baixo dos banhistas teriam um efeito dramático estupendo. Fora que o tubarão propriamente dito ficaria mais aterrador.
Cena que valeria a pena em 3D: todas em que a câmera fica no nível da água. Fariam o espectador ter uma verdadeira "imersão" no filme (sacaram o trocadilho infame?).
6. Jasão e os Argonautas (Jason and the Argonauts, Inglaterra, 1963, direção de Don Chaffey e efeitos criados por Ray Harryhausen): está na lista só para ver as criaturas elaboradas pelo maior mago da sétima arte, Harryhausen, ganharem vida em três dimensões.
Cena que valeria a pena em 3D: quem conhece o filme sabe muito bem qual é.
5. Ben-Hur (idem, EUA, 1959, direção de William Wyler): a duração seria um especilho, mas a grandiosidade do filme seria acentuada com o 3D. E quem não ia querer ver a antológica disputa de quadrigas com os cavalos saltando da tela?
Cena que valeria a pena em 3D: a já citada corrida no circo.
4. Fantasia (idem, EUA, 1940, produção de Walt Disney): o trabalho mais ambicioso de Disney tem delírios visuais que ficaram impressionantes com a tecnologia -- como os segmentos dos dinossauros, dos demônios ou mesmo o dos jacarés e hipopótamos bailarinos.
Cena que valeria a pena em 3D: a tomada no episódio O Aprendiz de Feiticeiro em que o mago dispersa as águas do alto das escadas.
3. Guerra nas Estrelas (Star Wars, EUA, 1977, direção de George Lucas): ainda bem que a fraca trilogia recente (Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith) foram feitos antes de Avatar, senão teríamos que aturá-los em 3D. Já a trilogia original ficaria incrível.
Cena que valeria a pena em 3D: a batalha em torno da primeira Estrela da Morte ficaria ainda mais aluncinante (com destaque também para o combate que abre O Império Contra-ataca).
2. Cidadão Kane (Citzen Kane, EUA, 1941, direção de Orson Welles): se esta obra-prima não oferece o espetáculo que os anteriores propõem, tem um visual tão ou mais refinado que qualquer um deles. O trabalho genial do diretor de fotografia Gregg Toland, em buscar profundidades de campo inéditas, como toda a extensão da cena em foco, iria se ressaltar de maneira magnífica no 3D.
Cena que valeria a pena em 3D: todas que exploram a profundidade de campo.
1. 2001 - Uma Odisseia no Espaço (2001, A Space Odissey, EUA e Inglaterra, 1968, direção de Stanley Kubrick): não poderia faltar Kubrick à lista -- um diretor que, se estivesse vivo, teria estado à frente do pioneirismo de James Cameron na área. Ver as naves e os astronautas de fato flutuando à nossa frente, ou ter a impressão de poder tocar a superfície do monolito (naquela tomada de câmera icônica, em que o vemos de baixo para cima) seria algo que me deixaria simplesmente enlouquecido.
Cena que valeria a pena em 3D: cinco palavras: Júpiter e Além do Infinito.
E então, galera, o que eu esqueci?
segunda-feira, 8 de março de 2010
Focus - A banda, não o carro.
Gostei do show. Superou as minhas expectativas. Excelente banda instrumental que mostrou ao vivo o que eu já conhecia dos discos, e não decepcionou nem um pouco. O quarteto está muito bem ensaiado e os músicos são todos muito bons, executam as músicas com "folga".
A banda apresentou todos seus clássicos, como o esperado. O show teve um formato que normalmente vejo nos shows de Jazz. 1 hora, 15 minutos de intervalo, mais uma hora de show. Na primeira parte, como era de se esperar, a idéia era deixar o público eufórico. Conseguiram. Na segunda parte do show rolou um seção onde cada músico mostrou suas habilidades. Ficou claro o momento de cada um. E foi aqui que eu conclui: "É, eles executam com MUITA folga!". Fecharam o show com Hocus Pocus (clássico absoluto, e no dobro da velocidade) com um cara na minha frente quase dando com a cabeça no chão de tão maluco que estava.
O tecladista e flautista é um show a parte. Extremamente simpático e o tempo todo interagindo com o público. Falando bobagens, fazendo gestos e comemorando as passagens difíceis. O mais engraçado era a sua semelhança com o Chacrinha (vejam no site, www.focustheband.com), ainda mais quando em umas das musicas ele usou uma Buzina! A comparação foi inevitável.
O som do teatro estava muito bom, talvez a guitarra e voz pudessem ter sido melhores, mas precisismos a parte, ouvia-se tudo perfeitamente. Eles trouxeram seu próprio Eng de Som, e o apresentaram no meio show como membro da banda. Reconhecimento merecido aos bastidores.
Showzasso!
Observação:
O publico saiu tão enlouquecido do teatro na hora do intervalo que acabou com todo o material de merchandising da banda! Mas sim, garanti o meu CD ao vivo (só vendido em shows) me enburacando no meio de cotovelos e gritos. Claro que falarei deste disco na sequência, mas primeiro vou apreciar com calma a minha conquista :)
Pena que não consegui uma camiseta, pois eles haviam vendido tudo no show de Minas, e sobrou apenas 6 (?!?!?!) para POA.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Vocês sabiam que eu compro CDs? Mais perto de casa.

Terceiro disco da banda Grand Funk Railroad, gravado em 1970. Closer To Home também é o primeiro do Grand Funk na minha coleção.
O que me chamou a atenção na prateleira neste CD é que todo o encarte é em Japonês! Obviamente não entendi nada que estava escrito,
a não ser o texto da contracapa, que resumidamente fala que este é o disco da redenção do grupo, onde a esta altura já moviemntava multidões e tinham fãs por toda a parte.
Eu sou meio suspeito para falar, porque eu adoro Power Trio dos anos 70, mas o disco é excelente!
De especial este disco contém o clássico I'm Your Captain, e duas faixas bonus.
Todos os músicos são muito bons. Recomendo!
Músicos:
Mark Farner (vocals, guitar, keyboards);
Don Bewer (vocals, drums);
Mel Schacher (bass).
Músicas:
1 - Sin´s A Good Man´s Brother
2 - Aimless Lady
3 - Nothing Is The Same
4 - Mean Mistreater
5 - Get It Together
6 - I Don´t Have To Sing The Blues
7 - Hooked On Love
8 - I´m Your Captain
9 - Sin´s A Good Man´s Brother (Single Edit Version)
10 - I´m Your Captain (Single Edit Version)
Vídeo:
Para saber mais:
Site Oficial
Wikipedia
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
O Jack Bauer Brasileiro
Segurança Nacional parece ser bem ufanista: o roteiro privilegia as ações das Forças Armadas e da Agência Nacional de Informação (Abin) numa trama que parece extraída de filme de verão americano. Os narcoterroristas estrangeiros pretendem destruir o Sivam para seus carregamentos de armas e drogas entrarem livremente no Brasil. Detalhe: para desativar o sistema, eles querem usar nada menos que uma bomba atômica. Confira o trailer.
Momentos marcantes:
0:08: fala didática para o espectador entender tudo direitinho.
0:29: Milton Gonçalves como o presidente do Brasil desferindo uma frase supostamente de impacto, mas que não faz sentido léxico.
0:47: a perseguição nas estradas serranas do Rio (diacho, sempre quis fazer uma cena assim!).
0:56: por que as chamas estão ao contrário?
1:14: palavras do Hisham: "pra dizer que vai ter uma subplot romântica do tipo
'marmanjos, podem levar as namoradas'".
1:28: Thiago Lacerda ordenando que um bandido fiquei parado, mesmo já subjugado e imobilizado.
1:31: ah, bem... É uma, errr... Pois é. Sem palavras
1:51: "... E grande elenco" - não é filme nacional se não tiver isso no trailer.
A crítica e os cinéfilos de plantão já estão esboçando os dentes para o filme. No entanto, ele pode achar o seu nicho de mercado, se o grande público estiver inclinado a ver uma história de fundo nacionalista. Muita gente reclama que o cinema nacional "mostra sempre o lado ruim do país, e nunca o que ele tem bom". Será que é por este tipo de filme que eles estão esperando?
Eu, particularmente, acho que pode ser uma ótima guity fun - como são os filmes do James Bond, de tão absurdos divertem. Ainda mais que o filme parece ter o que nos EUA se chama production value: o bom trabalho de produção acarreta num filme bom (pra resumir).
O mais divertido é que este filme não está sozinho.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Guns 'n' Roses ou Dream Theater: em qual show ir?
O Guns (ou Axl Rose e banda, caso queiram) vai se apresentar no Gigantinho; o Dream tocará no Pepsi On Stage. Não querendo dar uma de chato, mas nenhum dos dois locais me parece conveniente para as bandas. Show no Gigantinho tem acústica ruim e conforto zero, e o Guns tem cacife o suficiente para um espaço ao ar livre; já uma banda de progressivo poderia se dar melhor num teatro.
De qualquer maneira, uma questão se impõe: em qual deles ir? Qual a preferência dos caros solistas desafinados (e nosso fieis leitores)?
Eu posso dizer que já fui num show do Dream Theater (São Paulo, Monsters of Rock de 98, turnê do Falling into Infinity) e que nunca vi o Guns ao vivo. Entretanto, prestigiarei mais uma vez os meus antigos ídolos do metal progressivo (sim, já fui muito fã, um verdadeiro ytsejammer). Este arremedo do GNR eu não pretendo assistir nem mesmo pelo folclore de dizer "ah, eu vi Guns".
E vocês?
